Profundidade e recorrência de uma Threat Emulation

Last updated: October 20, 2026

Em uma Threat Emulation do tipo Full security, você define dois parâmetros que determinam a cobertura do testing e o consumo de créditos: a profundidade (Depth) e a recorrência (Recurrence). Você os configura na etapa Test configuration ao criar a Threat Emulation.

As Threat Emulations do tipo Focused e Change-based não têm profundidade nem recorrência configuráveis, porque o escopo e o momento de execução delas já são definidos de outra forma: uma Focused é executada uma única vez e se concentra no objetivo que você define em Goal, e uma Change-based é executada automaticamente a cada pull request ou release, com foco nas mudanças incluídas.

Profundidade

A profundidade define o nível de análise que o agente de IA da Strike aplica sobre os assets no escopo. Há dois níveis:

Nível

O que inclui

Ideal para

Medium

Uma passada completa sobre toda a superfície no escopo.

Verificações de segurança regulares e assets com exposição moderada, como ferramentas internas ou ambientes de staging.

Deep

Inclui cadeias de exploração, lógica de negócio e abuso de autenticação.

Assets críticos, como APIs de produção, sistemas de pagamento ou de autenticação.

A regra geral: quanto maior a criticidade do asset para o seu negócio, maior a profundidade.

Recorrência

Com o switch Recurrence ativado, a Threat Emulation é executada automaticamente de acordo com a frequência que você escolher. Se você o deixar desativado, ela é executada uma única vez.

Opção

Execuções por ano

Quando usar

Monthly

12

Assets que mudam com frequência ou com alta exposição. Máxima cobertura ao longo do tempo.

Quarterly

4

Equilíbrio entre frequência e consumo de créditos.

Semiannual

2

Assets estáveis ou com menor exposição.

Recurrence desativado

1

Uma validação completa pontual, por exemplo um testing anual ou antes de um lançamento.

Em ambientes que mudam constantemente, um teste pontual perde a validade rapidamente: novas vulnerabilidades podem aparecer a cada deploy. A recorrência permite detectar riscos à medida que surgem e reduzir o tempo de exposição.

Recomendação: se você não sabe qual escolher, recomendamos Quarterly. Você mantém seus assets validados ao longo de todo o ano, com um bom equilíbrio entre cobertura e consumo de créditos.

Como combiná-las

A cobertura final depende da combinação de profundidade e recorrência. Para escolher, considere:

  • Quão crítico é o escopo para o seu negócio: dados que ele manipula, exposição e impacto de uma violação.

  • Com que frequência ele muda.

  • Quantos créditos você tem disponíveis no seu plano.

Exemplos:

  • Escopo crítico e com mudanças frequentes: Deep com recorrência Monthly.

  • Escopo estável ou de menor exposição: Medium com recorrência Quarterly ou Semiannual.

Impacto nos créditos

O consumo de uma Threat Emulation do tipo Full security é calculado assim:

Paths no escopo × profundidade × execuções por ano

Na profundidade, Medium multiplica por 1 e Deep multiplica por 2.

Exemplo: uma Threat Emulation com 40 paths no escopo, profundidade Deep e recorrência Quarterly consome 40 × 2 = 80 créditos por execução, ou seja, 320 créditos por ano.

Enquanto você configura a Threat Emulation, o card de estimativa mostra o consumo e é recalculado a cada mudança. Para mais detalhes, consulte Créditos: o que são e como são consumidos.

Perguntas frequentes

Posso executar um Full security uma única vez?

Sim. Deixe o switch Recurrence desativado.

As Threat Emulations Focused ou Change-based têm profundidade ou recorrência?

Não. Uma Focused Threat Emulation é executada uma única vez sobre um objetivo pontual, e uma Change-based é executada a cada pull request ou release. Para ver as diferenças, consulte Full security, Focused e Change-based: no que se diferenciam e quando usar cada um.

Onde configuro a profundidade e a recorrência?

Ao criar a Threat Emulation, na etapa Test configuration. Para o passo a passo, consulte Como criar uma Threat Emulation.